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É necessário que ele cresça e que eu diminua. (João 3:30)
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terça-feira, 30 de julho de 2013

Disciplina Espiritual: Oração

Bom dia, virtuosas!
A PAZ!

Hoje vamos aprender sobre oração.

Oração (Joao 15:7)



     A Bíblia nos ensina que Deus já sabe tudo o que necessitamos, antes mesmo que venhamos a pedir (Mt 6:8). Diante dessa verdade, algumas pessoas ficam confusas sobre a razão de orar, afinal, Deus já conhece todas as coisas.
     O principal motivo por que os crentes devem orar é a transformação que a oração provoca em nossas vidas. Ao falar com Deus, começamos a enxergar o mundo com o olhos de Deus e essa visão provoca profundas mudanças em nós.
     Jesus, o próprio Deus encarnado, investia tempo em oração (Mc 1:35). Homens e mulheres que andaram com Deus marcaram a história dedicavam grande parte de seu tempo  em oração. Martinho Lutero declarou: "Tenho tanto o que fazer que não posso prosseguir sem passar três horas diariamente em oração." Mas muitas vezes, essas histórias dos "gigantes da fé", em vez de nos estimular, nos desanimam.
     Investimos um pouco na vida de oração, mas não perseveramos e acabamos nos satisfazendo com a visão fatalista de que "tudo no universo já foi determinado" e vai acontecer, quer oremos, quer não. Outro motivo para nosso fracasso nessa disciplina é nosso desconhecimento da vontade de Deus. Isso nos leva a fazer orações inseguras, indecisas, que terminam com "se for da tua vontade". Não era assim que Jesus, os apóstolos ou os crentes primitivos oravam porque eles tinham tamanha comunhão com o Espírito Santo que sabiam exatamente o que pedir e tinham a certeza de que era a vontade do Pai (Mt 21:22; Jó 14:13-14; 15:7).
     Quando  você ora (da maneira correta), torna-se cooperadora de Deus (1 Co 3:9). E não há nada mais estimulante e relevante do que participar da ação de Deus na vida das pessoas e na história da humanidade! Se você orar, tudo pode ser diferente: na sua vida, no seu relacionamento com o namorado ou cônjuge, na vida de seus filhos, no seu trabalho, na sua igreja e na vida de outras pessoas à sua volta.
     As crianças podem nos ensinar muito sobre oração porque elas têm uma relação franca e direta com os pais e uma maneira simples de falar com eles. Assim deve ser nossa conversa com o Pai: não é preciso usar palavras difíceis ou bonitas, mas é necessário haver sinceridade, humildade e confiança.
     Precisamos nos exercitar na oração para orar com eficácia. O primeiro passo é entender que orar não é falar, falar e falar. Para estar em sintonia com a vontade de Deus é preciso um tempo de reflexão, meditação, silêncio. Se não estivermos sensíveis ao Espírito, corremos o risco de transformar nossas orações em vãs repetições (Mt 6:7). Orar também não é só pedir. A oração envolve adoração, louvor, gratidão, confissão, intercessão e petição. Quando enfatizamos apenas um aspecto, nossa prática fica incompleta e, portanto, ineficaz.
     Talvez você esteja no auge da sua vida de oração e tem aprendido a orar em todo o tempo, sem interromper sua ligação com Deus (24 horas on-line...). Todos que cruzam seu caminho são imediatamente abençoados por sua oração. Você de fato tem andado com o Pai e a cada dia aprofundado sua comunhão com Ele.
    Mas pode ser que se sinta culpada, negligente e incrédula em sua vida de oração. Quando você ora, parece que suas orações não passam do teto. Não desista. Você pode retomar de onde parou. Sua fé, ainda que minúscula, pode realizar grandes milagres. Mas eles só acontecerão, se você orar. Que tal começar agora?
Estudo retirado da Nova Bíblia de Estudo da Mulher - Edição Almeida Clássica.

Glória a Deus!

domingo, 28 de julho de 2013

Disciplina espiritual: Adoração

A PAZ, virtuosas!!

Adoração (Jo 4:23-24)
 

       Muita gente acha que adorar é cantar louvores a Deus. Os cânticos são de fato umas das estradas que nos levam à adoração. Mas adorar é muito mais que cantar. Nem sempre aquele que canta louvores, hinos e cânticos está adorando. É possível cantar de forma mecânica e artificial, sem intensidade, sem envolvimento por inteiro (Mateus 15:8). Isso acontece quando Deus não está no centro do culto e a ênfase está nas pessoas, em seu entretenimento e satisfação individual.
       A verdadeira adoração se concentra em Deus: em quem Ele é, no que Ele quer e no que Ele faz. Fomos criados para adorar a Deus (Ef. 1:11-12), porém, só seremos verdadeiros adoradores se conhecermos a Deus.
       Quando o profeta Isaías teve uma visão da glória de Deus (Isaías 6), teve uma percepção clara de quem ele era (um pecador, homem de lábios impuros) e do Deus Eterno, Todo-Poderoso, Santo e Soberano ("o Rei, o Senhor dos Exércitos" - Isaías 6:5). A partir dessa revelação, ele se humilhou diante de Deus e experimentou o poder transformador da presença de Deus, resultado da verdadeira adoração.
      A adoração não se limita aos cultos solenes, reuniões e celebrações da igreja. Ela se estende a cada momento de nosso dia porque adorar é um estilo de vida (1 Co 10:31). Não importa o que estiver fazendo (no trânsito, lavando louça, na fila do supermercado, dando aula, no consultório), estaremos em contato direto com Deus, procurando agradá-lo e entregando a Ele nossa gratidão e louvor, por tudo o que Ele é e faz.
      Diante da justiça, bondade, misericórdia, santidade, poder, amor, consolo, provisão (e todos os incontáveis atributos de Deus), a única resposta racional humana possível é a adoração (Rm 12:1-2). Adoração envolve a razão, mas não exclui a emoção (Jo 4:23-24). Para adorar em espírito e em verdade, todo o nosso ser deve estar envolvido na adoração: corpo, mente, espírito, emoções. Posturas adequadas para a adoração são: ficar em pé, bater palmas, levantar as mãos, dançar, ajoelhar-se, abaixar a cabeça. São corretas porque demonstram humildade. Mas a postura física deve estar em sintonia com a atitude interior, do contrário, será coreografia vazia. Ficar sentado, entediado e calado, por outro lado, não pode ser considerada a postura conveniente da adoração, visto que demonstra indiferença e preocupação apenas com o que os outros vão pensar e com sua própria necessidade, mas não com o que Deus requer na adoração.
      A adoração individual deve ser cultivada diariamente, mas ela só estará completa se participarmos da adoração coletiva (Hb 10:25). Era assim que a Igreja Primitiva celebrava a graça salvadora: reunindo-se para adorar (Atos 2:42-47). A experiência de adorar com "o corpo de Cristo" é inigualável e proporciona unidade, permitindo que o Espírito aja livremente entre todos. Essa comunhão com a igreja é essencial porque não é possível adorar se houver mágoa, ressentimento, divisão, brigas. Para que Deus aceite nosso culto, primeiro, deve haver reconciliação (Mateus 5:23-24).
         Somente quando adoramos por inteiro, em espírito e e verdade, nos sentimos realmente felizes e completos porque fazemos o que fomos feitos para fazer. Além disso, a experiência de adoração nos transforma: nos torna conscientes de nossos pecados, nos humilha, nos restaura, nos desperta para viver em obediência, nos torna mais santos, mais parecidos com Jesus (Ef 4:13). A adoração nos coloca na presença de Deus e é impossível estar com Ele sem experimentar mudança.

Estudo retirado da Nova Bíblia de Estudo da Mulher - Edição Almeida Clássica.

Louvado seja o SENHOR!